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Situada a
20 km do Funchal, Ponta do Sol é a sede do Concelho. Localizada
na costa sul da Ilha da Madeira, é Limitada a oeste pelo
concelho da Calheta, a norte pelos concelhos de São Vicente e
Porto Moniz, e a leste pelo concelho da Ribeira Brava. O Seu
Topónimo surge porque Gaspar Frutuoso refere que em 1420, João
Gonçalves Zarco, em viagem de reconhecimento da costa da
Madeira, atingiu uma ponta que entrava no mar e sobre a qual se
avistava uma rocha que, de tão polida pela rebentação do mar,
parecia iluminada pelo reflexo dos raios solares. Desta
constatação lhe advém o nome de Ponta do Sol. A extensão deste
concelho viu-se reduzida ao longo dos anos. Em 1511, com a
criação da vila da Calheta e em 1914, depois da criação do novo
concelho da Ribeira Brava. Hoje, a sua área distribui-se por 3
freguesias: Canhas, Madalena do Mar e Ponta do Sol.

Não há duvidas que este povoado apareceu ainda no século XV e
que devido ao seu porto e terras férteis, progrediu tão
rapidamente que se pode afirmar com segurança que, antes de
1486, já a população tinha a sua igreja, atribuindo-se a
construção a Rodrigo Enes, um dos primeiros colonos da Ponta do
Sol.
Foi nesta igreja de invocação a Nossa Senhora da Luz sede da
paróquia, na segunda metade do século XV. Depois de Machico, e
por alvará de D. Manuel datado de 2 de Dezembro de 1501, esta
povoação é elevada à categoria de vila e concelho municipal, ao
que não foi alheio o progresso verificado neste núcleo
populacional. Na base desta prosperidade económica estiveram
plantações de cana sacarina, embora a cultura de cereais,
nomeadamente, do trigo, representasse um rendimento
significativo. O açúcar foi a principal moeda de troca com o
reino que, desde o início, era solicitado pelos mercadores
nacionais e que por ele trocavam uma grande variedade de
produtos necessários ao consumo e ao uso quotidianos
(ferramentas, panos, tecidos, telha, louça, ferro, sal, azeite).
Sabe-se que ao findar a era de quatrocentos, já o “ouro branco”
era bastante para o consumo das ilhas e do reino, e ainda
suficiente para exportar para o estrangeiro.
Para o progresso da população da Ponta do Sol, e à semelhança do
que aconteceu em toda a parte sul da
ilha, mais densa e mais
visitada, contribuíram, para além de portugueses, elementos
estrangeiros. O orago desta freguesia é Nossa Senhora da Luz.
Presume-se que esta santa teve como primeiro templo a “Capela do
Coxo”, que inicialmente foi construída na igreja matriz, em
honra de Nossa Senhora do Patrocínio. Esta capela sofreu uma
grande alteração no século XVII, sendo nela que ainda hoje se
venera a Nossa Senhora da Luz, padroeira da freguesia. |